
Não é meu o castelo onde teço panos sem fim nas longas tardes em que o guardo,
Já não sou eu dona de mim
Nem dos meus pensamentos,
Nem das minhas razões,
Nem das minhas vontades...
O inquisidor matou sem piedade.
E a morte que me soube tão bem
talvez por me desprender do mal que fiz
Do errado que sou...
Hoje tem cheiro putrefacto de ser aprisionado
A clausura não me trouxe virtudes
Apenas domou o espírito cansado
de longas batalhas
de soldados perdidos e causas falhadas
Pintei-o de cor de rosa... o castelo
Larguei a trança pela varanda
e o doce príncipe
Cortou-me os longos cabelos para que nenhum vilão me tocasse
E no meio do feito
Nem sequer ele se lembrou
que aqueles cabelos que cortou
Eram a chave do meu coração...
Já não sou eu dona de mim
Nem dos meus pensamentos,
Nem das minhas razões,
Nem das minhas vontades...
O inquisidor matou sem piedade.
E a morte que me soube tão bem
talvez por me desprender do mal que fiz
Do errado que sou...
Hoje tem cheiro putrefacto de ser aprisionado
A clausura não me trouxe virtudes
Apenas domou o espírito cansado
de longas batalhas
de soldados perdidos e causas falhadas
Pintei-o de cor de rosa... o castelo
Larguei a trança pela varanda
e o doce príncipe
Cortou-me os longos cabelos para que nenhum vilão me tocasse
E no meio do feito
Nem sequer ele se lembrou
que aqueles cabelos que cortou
Eram a chave do meu coração...